sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"AS BRAVATAS DE DIRCEU"



AS BRAVATAS DE DIRCEU
            O sinistro José Dirceu é pródigo em suas bravatas e a estende ao Partido dos Trabalhadores quando diz que seus militantes não se acovardam. Conhecemos o PT desde os primórdios de sua fundação. Conhecemos vários de seus militantes, deles até dirigentes, que são meros poltrões, verdadeiros répteis.  
            O dito senhor, quando foi expurgado do governo Lula, teve a oportunidade de dizer que estava apto a lutar tanto no planalto quanto na planície. Tratava-se de pura bravata, pois o seu currículo o denuncia como um ser rastejante à sombra do stalinismo. Em Cuba, viveu às expensas do fidelismo e em troca do amparo, retribuía com sobejas bajulações e o silencio cúmplice diante das atrocidades liberticidas praticadas em nome do socialismo.  Nunca moveu a mais leve crítica aos estados policiais que se abrigavam sob o indevido rótulo de países comunistas.
            Lembramos muito bem, quando hospedado em nossa casa, ele dizia: “O PT precisa aprender a fazer política”. Não pretendia com isso, que essa agremiação, deveria se esmerar em levar adiante um projeto de natureza socialista. O seu discurso tinha outro viés que consistia em buscar chegar ao governo a qualquer custo. Dessa forma, foi ele o grande articulador e operador do infame processo de capitulação desse partido.
            A vergonhosa capitulação petista tem o seu ponto mais alto quando Lula, Delúbio e Dirceu procuram o capitão de indústria e membro do grande capital, José Alencar, para formar a chapa petista ocupando a candidatura a vice presidente. Para selar essa esdrúxula aliança entre capital e trabalho, o PT teria que desembolsar  a astronômica cifra de dez milhões de reais, doados ao partido do sr. José Alencar. Dessa operação participaram, além dos três petistas já citados, o próprio José Alencar e o gangster político Valdemar Costa Neto.
            Estranhíssima negociação! Primeiro, cabe perguntar de onde o PT haveria tirado tanto dinheiro? Será que essa fortuna tinha as manchas de sangue do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel? Ou teria a generosa contribuição dos corruptos de Ribeirão Preto? Seriam esses recursos provindos das máquinas sindicais sob o controle da CUT? Por fim, seria o somatório de diversas fontes escusas?
            Além desses questionamentos, outra curiosidade faz-se patente, pela sua singularidade histórica, uma vez que se assistia a um fato inusitado, qual seja, o do trabalho comprar o capital. O passo seguinte, no processo de capitulação petista operado pelo sr. Dirceu, se dá com a famosa “Carta ao Povo Brasileiro”, que não passa de uma carta dirigida ao grande capital, comprometendo-se em respeitar os interesses do capitalismo e anunciar  o indiscutível fato de que o leão era mansinho e, portanto, não seria justo que a burguesia dele tivesse medo.
            Outra parte das negociações consistiu no compromisso do lulismo em, eleito, nomear para o Banco Central alguém da confiança do capital financeiro, tanto do Brasil como além fronteira. Cabe ressaltar que esta promessa foi cumprida com bastante zelo. Consumada a total e absoluta capitulação, vieram as eleições presidenciais de 2002 e o antigo metalúrgico, Lula da Silva, se elegeu e, logo, sob a eficaz articulação do sr. José Dirceu, tratou de levar a cabo uma nova etapa de seu discurso promovendo algumas ações políticas no rumo da construção de uma forte aliança do petismo com o que existia de pior no cenário político nacional, representado pelas figuras de Jose Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer e o mais emblemático dos corruptos, Paulo Maluf.
             Era, portanto, esse fazer político, que Dirceu dizia precisarmos aprender. Enganam-se os que, por pura ingenuidade, dizem: o PT quando chegou ao poder descaracterizou-se, de denunciante da corrupção passou a ser praticante. Essa colocação é dotada de dois grandes equívocos: não é verdade que o PT chegou ao poder, ele chegou tão somente ao governo, e há uma diferença profunda entre governo e poder. Por seu lado, o PT não mudou, após chegar ao governo. O seu processo de descaracterização é bem anterior, e para que ele se consumasse, foi indispensável a participação desse “valente” senhor que responde pelo nome de Jose Dirceu. Ele hoje é acusado de chefe da quadrilha do mensalão.
            Em razão desse quadro, pouco valor têm as suas recentes bravatas, quando afirma que se disporá a enfrentar as consequências do julgamento do mensalão, com a devida galhardia e proclama que não deixará o Brasil, mesmo com a possibilidade de ser preso.

                                                                                                                                           Gilvan Rocha

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"FORMIDÁVEL FASCISMO"



“FORMIDÁVEL FASCISMO”
            O islamismo fundamentalista é fascista. Parte do principio de que aqueles que não professam o islamismo são infiéis e devem ser abatidos. Pós vários testemunhos de intolerância e de agressividade, recentemente, em razão de um filmete denegrindo a imagem de Maomé, ensejou uma onda de manifestações cujo alvo principal tem sido os Estados Unidos. O desvario desses fundamentalistas vai às culminâncias, depredando embaixadas ianques e ate assassinando representantes diplomáticos, tudo isso inspirado pela organização terrorista Al Qaeda.
            Diante desse quadro, é lamentável a postura da esquerda de matriz estalinista, que não esconde suas simpatias pelo antiamericanismo professado pelos fascistas muçulmanos. Isso se explica pelo fato dessa esquerda não ser anticapitalista e sim, antiamericanista, levando esse sentimento às últimas consequências, dentre elas a de cultivar uma política de aliança com esses setores, como tem sido praticado pelo coronel Hugo Chavez. Ele não se nega a estreitar os seus laços políticos com o Irã, a Síria e o Taliban. Essa postura evidencia a natureza extremante equivocada de uma esquerda que um dia se pretendeu socialista.
            Deve-se ressaltar que o verdadeiro socialismo é, antes de tudo, anticapitalista e que, reduzir o conceito de imperialismo apenas aos ianques, é um grave erro, pois, além de desconhecer o imperialismo inglês, japonês, frances, alemão, canadense  promove o nacionalismo como bandeira maior da luta política dentro do dogma stalinista consubstanciado na tese de que a contradição principal é: nação opressora versus nação oprimida. Essa colocação contraria o principio marxista de classe opressora versus classe oprimida, como questão central.
            A esquerda convencional raia o delírio, quando assiste à queima da bandeira do imperialismo ianque, promovida pelos fundamentalistas islâmicos. Há muitos anos essa esquerda deixou de agitar a bandeira do anticapitalismo para assumir um tosco nacionalismo de graves consequências. Não vêem, por trás dessas manifestações, o fascismo e se o vêem, não deixam de considerar tal fascismo como formidável, desde que antiamericano. Isso é deplorável.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FORTALEZA


          Nenhuma cidade brasileira, de inequívoco conteúdo capitalista, poderá ser chamada de “espaço de convivência cidadã”. Esse discurso procura desconhecer a existência de classes sociais com interesses conflitantes e antagônicos. Quase a totalidade dos candidatos que concorrem às eleições evitam falar a verdade. Alguns mentem por conveniência, como é o caso dos políticos burgueses que têm, por obrigação, a tarefa de enganar o povo. Enquanto isso, regra geral, os candidatos ditos de esquerda omitem verdades com o claro intuito de não perder votos e mentem para ganhá-los. É compreensível que os partidos da ordem sócio-econômica vigente, pratiquem a demagogia, a enganação. Esperava-se, que partidos ditos socialistas e comunistas tivessem outra conduta, e fizessem o discurso da verdade. Isso implicaria em dizer para o povo que os processos eleitorais, no capitalismo, se prestam, tão somente, a disputas de governos em todos os níveis, sejam eles federal, estaduais ou municipais.
       Nos processos eleitorais, disputam-se apenas governos, e há uma diferença abismal entre governo e poder. A burguesia diz que no “Estado democrático de direito” existe alternância de poder e isso é uma desbragada mentira. Eleitores não são chamados para votar em juízes, oficiais das Forças Armadas e policiais, nem em qualquer um dos que compõe a lista de servidores que operam o real poder de Estado no interesse do sistema vigente.
       Essa questão, de importância fundamental, não é tratada junto ao povo e o que observamos é o fato de existir no seio das camadas sociais bem letradas, letradas e iletradas, a ilusão de que governo é poder, sem observar o quanto de enganoso existe em tal afirmação. Caberia portanto, aos partidos ditos comunistas e socialistas desconstruírem este e outros tantos discursos enganosos, propalados pela burguesia na intenção, bem sucedida, de manter de pé a ignorância política, pois dela emana a sustentação de um sistema sócio-econômico que só produz graves e cruéis mazelas sociais. Em razão desses fatos, devemos repelir com toda veemência, o discurso de que as cidades são espaços de convivência harmoniosa e poética, abstraindo-se o fato, essencial, de que nelas existem diferenças de interesses entre as classes e camadas sociais que as compõem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

INIMIGOS DA DILMA!




            Para a sra Dilma, ex-guerrilheira nos anos de chumbo, chamado impropriamente de Ditadura Militar, seus inimigos não são os seus torturadores e muito menos o sistema capitalista que ela procura gerenciar com toda competência. As suas relações com as forças armadas, e policiais, braços de sustentação da ordem vigente, são amistosas e até dotadas de muita cortesia. Não são pois, as instituições de sustentação do capitalismo, nem tampouco o próprio capitalismo que são vistos como seus inimigos. Os inimigos da ex-guerrilheira são: o PSDB, o DEM e o PPS.
            Contra o PSDB, ela abre a sua artilharia, partindo do pressuposto de que essa agremiação política é o inimigo principal de toda a humanidade, representante de um cruel modelo de gerenciamento do sistema, qual seja o modelo neoliberal. Contra esse perverso modelo, uma certa esquerda de feição acentuadamente direitosa, opõe, não o socialismo mas, um outro modelo de políticas econômica, de natureza nacional-desenvolvimentista que deverá tornar o atual sistema socioeconômico um sistema humanizado, palatável a todos os gostos e isso é um juízo sem nenhum fundamento.
            Essa dicotomia: neoliberalismo versus modelo nacional-desenvolvimentista, não passa de uma deslavada fraude política, cuja serventia é enganar consideráveis parcelas do povo, principalmente os setores tidos como mais politizados. É falso, profundamente falso, pretender que exista no âmbito do capitalismo, diferenças substanciais entre o público e o privado. Esse engano advém do fato de não se entender o verdadeiro caráter de classe do Estado. No capitalismo, o Estado é um instrumento político-militar da burguesia e o que é estatal não é do povo, como tanto propala a velha esquerda direitosa que tantos serviços, tem prestado ao exaurido capitalismo que se mantém de pé por conta de altos custos sociais.
            Não é de estranhar, portanto, que diante das impossibilidades de investimentos estatais nas obras de infra-estrutura, o governo petista lance mão de um pacote de medidas em que a privatização ostensiva dos investimentos nas obras infra-estruturais sejam colocadas como imprescindíveis.
             Trata-se de uma circunstância imperiosa, onde as necessidades do próprio sistema, determinam a conduta política a ser tomada e a sra Dilma não poderia fugir dessa contingência, quando sabemos que o seu governo, como todo governo no âmbito do capitalismo, está a serviço da burguesia. Ela procura levantar uma cortina de fumaça quando agride os neoliberais , enquanto resguarda os interesses maiores do capitalismo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PT. MUITO DINHEIRO!




            O Partido dos Trabalhadores, depois da segunda metade da década de oitenta, tornou-se um partido rico. Cabe-nos perguntar: de onde vêm tantos recursos? Seria da venda de brochinhos e camisetas? Seria da coleta de doações de trabalhadores nas portas de fábricas? É claro que não seriam essas as fontes de sua riqueza. Tudo leva a crer, de forma até incontestável, que esse partido passou a ser alvo de investimento de empresários que vêem nisso um bom negócio.
            Tanto é assim que a campanha para prefeitura da cidade de São Paulo, onde o PT tem como candidato o almofadinha Fernando Haddad, tem o mais rico orçamento de campanha, acumulando uma astronômica cifra na sua arrecadação. A conta do candidato petista chega a ser o dobro do arrecadado por José Serra, tido como o candidato do neoliberalismo.
            Esses fatos, não deixam de ser muito intrigantes, principalmente quando os mais generosos doadores da campanha petista são, justamente, os empreiteiros que têm negócios, tanto com o governo federal, como com outros governos dessa agremiação política. Dessa maneira, fica evidente que esses “investimentos” não são feitos com dinheiro limpo, e olhe que o PT, no seu passado, comportou-se como a “UDN de macacão”, conforme a feliz expressão do saudoso Leonel Brizola, tanto era o seu moralismo. Diziam eles que esse partido seria, antes de tudo, diferente, entretanto, se diferente tem sido, é em sua voracidade fisiológica como bem revelaram os episódios do mensalão, da prefeitura de Santo André, da prefeitura de Ribeirão Preto, para não falarmos de outras tantas maracutaias empreendidas por essa gente.
            O petismo deixa-nos muitas lições, dentre elas a de que os rótulos nem sempre correspondem ao conteúdo, pois um partido dito dos trabalhadores, se propôs em ser um partido dos banqueiros, um partido do grande capital. Expressões tais, como “fazer de forma diferente” não traduzem nada, quando não se explicita a diferença, não se sabendo se ela é de caráter formal ou essencial. Tudo isso deve servir para nossas reflexões.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ELEIÇÕES AMERICANA




        Envolvidos com as eleições no Brasil, esquecemos de olhar para a disputa eleitoral nos Estados Unidos. Ali, é assombrosa a força da extrema-direita representada pelos republicanos. Uma das armas da extrema-direita contra o candidato da direita moderada de Barack Obama é acusá-lo de socialista. Essa acusação repercute junto à maioria do eleitorado americano. O povo daquele país treme de medo do socialismo. Por que será isso?
       Há muitas razões para que o povo dos Estados Unidos tenha medo. A primeira delas deve-se aos exemplos dados pelos países ditos socialistas. Na URSS existia um Estado policial, onde os dissidentes, de direita ou de esquerda eram trucidados. Além de execuções, existiam os chamados campos de concentração e inexistia qualquer forma de liberdade. Esses testemunhos negativos não se limitavam a URSS. Os países do leste europeu ocupados pelas tropas soviéticas eram submetidos a sistemas políticos similares ao russo, ou seja totalitários.
      Por sua vez, olhando para a China ou para a Coréia do Norte, via-se o mesmo fenômeno e tudo era feito em nome do socialismo. Não bastassem esses exemplos negativos levados a cabo por uma chamada “experiência socialista”, somava-se o criminoso fato de que as massas populares dos Estados Unidos foram abandonadas pelas forças ditas de esquerda. Dessa forma, as massas trabalhadoras norte-americanas ficaram à mercê da influência política e ideológica da burguesia.
     Após 50 anos, não se viu e não se vê, da parte do sr. Fidel Castro, um só apelo político aos trabalhadores daquele país que era e é o centro vital do capitalismo. Aliás, os socialistas de matriz stalinista, substituíram o princípio da luta de classe, para assumir a tese infundada de que a contradição central é a luta entre nações oprimidas e nações opressoras, deixando de lado a bandeira do socialismo para impunhar a bandeira da soberania nacional respaldada num frenético discurso nacionalista do tipo: “pátria ou morte venceremos”. Por essas razões é que o povo americano repudia aquilo que lhe foi vendido, falsamente, como se fosse socialismo, e a extrema-direita aproveita essa confusão política para levar adiante suas propostas fascistizantes. Isso é muito preocupante.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

OS GENERAIS DO PT





     O Partido dos Trabalhadores teve a sua frente um “Estado Maior”, formado de “generais”, aptos na arte de conspirar e de promover alianças espúrias, objetivando conquistar vantagens através do aparelho de Estado burguês, seja ele no âmbito federal, estadual ou municipal.
    Desse  “Estado Maior”,  participavam figuras proeminentes como o sinistro José Dirceu, Antônio Palocci, José Genoíno, João Paulo, Luis Gushiken, Delubio Soares, esse último, era sempre escalado para mergulhar diretamente as mãos na lama, o que sempre fez sem o menor escrúpulo. A exceção jurídica do sr. Luiz Gushiken, que foi absolvido no processo dos mensaleiros, os outros foram colocados fora de combate, impiedosamente, em nome da moralidade pública, uma vez que esses “generais” se fartaram nas práticas mais ilícitas, compondo o quadro de degeneração política que assalta essa pútrida República capitalista brasileira.
     Essas perdas têm afetado o desempenho do Partido dos Trabalhadores, na medida em que os novos “generais”, promovidos à toque de caixa, não trazem no seu currículo a vivência que tinham aqueles que foram abatidos, pois eles eram verdadeiros expertes na arte de enganar,  de trapacear e de surrupiar.
    Dentre os promovidos a condição de “novos generais”, encontra-se a presidente Dilma Russef, porém ela parece não ter o perfil imoral que detinham os antigos comandantes. Por sua vez, figuras como Ideli Salvatti , Aluisio Mercadante, Paulo Bernardo, José Eduardo Cardoso, não têm a estatura dos chefes anteriores e, provavelmente, também não reúnam no seu perfil a devida embocadura para a prática de tantos atos ilícitos fartamente perpetrados pelo Partido dos Trabalhadores no decorrer desses anos.
    Resta assim, a figura enganosa de Luis Inácio Lula da Silva para dar sustentação aos projetos, cada vez mais fisiológicos, deste partido que, num passado recente, foi motivo de grandes esperanças para os explorados e oprimidos e que se converteu em linha auxiliar de sustentação do capitalismo.
    Para o bem ou para o mal, assiste-se, nesse processo eleitoral, de 2012, a um definhamento do velho PT que tenta escapar desse quadro de reveses explorando, exaustivamente, a figura populista do ex-metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva, que se transformou em cavaleiro-andante, Brasil a fora, no empenho de salvar candidaturas petistas ameaçadas, como são exemplos Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, para não se falar da cidade de São Paulo. E todo esse empenho é feito em nome do indecoroso refrão: “cuidar das pessoas como Lula ensinou”.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O POVO, COITADO!





            É intrigante observar que militantes da Democracia Socialista, como Luizianne e Elmano que se reivindicam, “marxistas-leninistas-trotskistas”, apareçam com o discurso de “cuidar das pessoas como Lula ensinou”. É possível que Lula da Silva proponha uma política assistencialista como forma de cuidar dos “coitados”. Karl Marx propôs algo bem diferente. Propôs que os trabalhadores promovessem a sua libertação dizendo no Manifesto Comunista que a tarefa de libertação dos trabalhadores seria obra deles próprios.
            Não devemos considerar que os propósitos da DS sejam o de levar avante uma política de educação, que permita às massas trabalhadoras marchar com os seus próprios pés. Ao invés dessa postura, socialista e revolucionária, eles procuram assumir a tutela dos movimentos populares, administrando a distribuição de migalhas através de políticas assistencialistas, tipo Bolsa Família, que redundam na criação de colégios eleitorais que lhe dão sustentação política.
            Trata-se, é verdade, de uma posição terrivelmente cruel, pois ela aponta para a sustentação do capitalismo, na medida em que praticam uma forma perversa de populismo, cujo conteúdo se restringe a confundir ações sociais com socialismo.
            É oportuno lembrar que após a Segunda Grande Guerra, a burguesia procurou criar um cinturão de segurança anticomunista,com os chamados Estados de Bem-Estar Social. Em países avançados, o capitalismo promovia políticas que conferiam às massas trabalhadoras uma certa parcela de benefícios, implementando o ensino universal, bons serviços de saúde, creches e escolas maternais e outros tipos de concessões, sem contudo, deixar de consolidar a hegemonia capitalista em nível mundial.
            Ensino de qualidade, boas práticas de saúde, excelentes serviços de mobilidade, proteção jurídica, são características dos países nórdicos, no entanto, são países inequivocamente da órbita do capitalismo e suas benesses sociais são pagas com a exploração em outros países. Percebemos, pois, que ações sociais nada tem com socialismo. Assim como, “cuidar das pessoas”, nada tem que possa ser tido como uma posição que aponte para a transformação da sociedade, ou seja nada tem com socialismo. Vale ressaltar que políticas de ações sociais são, vide regra  políticas de cunho burguês nada condizente com o carimbo “marxista-leninista”.