sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A PREÇO DE OURO




         Como é diferente a situação dos ladrões pobres para a dos ladrões ricos. Os pobres, praticantes de grandes ou pequenos delitos, são jogados nos presídios e lá permanecem por que não têm bons advogados. Os ladrões ricos, diferentemente, contratam os melhores criminalistas que, além do saber jurídico, transitam bem entre os juízes das diversas instâncias. É comum esses advogados serem recebidos por ministros de tribunais superiores. O Processo dos mensaleiros tem deixado essa questão às claras. Os advogados de defesa são os mais caros, pagos a preço de ouro. Um deles, o dr. Tomás Bastos, foi contratado pelo bicheiro Carlos Cachoeira, pela importância de quinze milhões de reais. Ex-ministro da Justiça, fala-se que esse senhor influiu, junto ao presidente Lula, na nomeação de cinco ministros do STF.
            Em razão dessas circunstâncias, observamos que os bandidos ricos, do tipo dos mensaleiros, têm em seu favor uma defesa representada pelo estrelato da advocacia brasileira. É justamente, em razão desses fatos, que figuras indiscutivelmente corruptas, cujo exemplo começa com Paulo Maluf, se estende por dezenas e dezenas de figuras praticantes de atos delituosos, e se mantêm longe de qualquer punição, mostrando como são curtíssimos os braços da “justiça” para essa gente tão aquinhoada.
            Trata-se de uma realidade inerente ao próprio sistema capitalista. Para a minoria, ou seja, para a classe burguesa e seus prepostos, o sistema reserva todos os privilégios e toda sorte de segurança. Enquanto essa minoria se encharca nas benesses, a imensa maioria, formada pelas classes trabalhadoras e pelos excluídos, amarga uma vida de privações, exploração e humilhação.
            Essa situação, marcada por tantas e abismais diferenças só haverá de desaparecer quando a massa do povo, particularmente do povo trabalhador, tomar consciência de que esse sistema de desigualdade social, já exaurido, necessita de um ponto final. Isso, porém, só se dará quando houver o grande ato político da insurgência popular, capaz de sepultar esse regime e inaugurar uma nova ordem econômica e social, onde possa reinar a igualdade, a justiça, a paz, e por que não dizer? O verdadeiro amor no seio da humanidade.

Um comentário:

  1. Ivanildo Cavalcante10 de agosto de 2012 20:53

    Fico a pensar, cá com meus botões: o que seria o socialismo revolucionário, nos dias de hoje, sem a presença de Gilvan Rocha? Gilvan Rocha, estar para o socialismo revolucionário, assim como, o oxigênio estar para nossas vidas! Sua presença é marcante e absolutamente indispensável, essencialmente pela ausência de bons quadros. Leia, o artigo acima: “A PREÇO DE OURO” do escritor e articulista, Gilvan Rocha!...

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